De novo, venho meio atrasada, mas não dá pra evitar de postar aqui uma citação da Zero Hora do dia 30 de novembro. A fala é da nossa governadora que foi entrevistada muito gentilmente pelo nosso jornal. Cada pergunta dizia mais ou menos assim “Qual das suas maravilhosas ações de governo a senhora gosta mais?”. Tipo brincadeira de criança, sabe? E ainda assim, com tanta colher de chá, ela conseguiu soltar a seguinte frase, que pra mim demonstra muito do seu novo jeito-super-democrático de governar:

“Às vezes, as pessoas não querem muita abertura. Preferem que alguém decida por elas por ser uma coisa muito impopular.”

Em seguida, tem uma matéria meio confusa, que é pra ser sobre a Yeda, mas é, na verdade, sobre um monte de coisas. Lá no meio, está a declaração de dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, sobre o que se comentava em Roma sobre o golpe de Estado brasileiro naquele início de abril de 1964.

“Quando as forças de Minas Gerais e do Rio se encontraram, cortaram-se as comunicações. Os italianos calculavam quantos teriam morrido. Não morreu ninguém. E eu tive de explicar a eles o jeitinho brasileiro.”

É isso aí, o golpe militar nada mais foi do que um “jeitinho brasileiro”, nas palavras de dom Dadeus. Ah, esse cara, que defende o papa Joseph Ratzinger, é fonte de inspiração da governadora, seu conselheiro político. Está lá na matéria.