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uruguaiEmbora a Zero Hora tenha exagerado um pouco os aspectos comuns entre o Grenal e as eleições no Uruguai, ambos acontecendo hoje, a relação entre duas coisas tão díspares existe mesmo. E vou aproveitar o momento para uma pequena provocação.

Ok, não tem nada a ver uma coisa com a outra. As posições de um jogador, de um clube, de um dirigente não têm nada a ver com o amor ao time e tal. Mas me orgulho hoje de não ter como um dos heróis do meu time uma figura como Hugo de León. Mas admito, tenho até pena dos meus amigos gremistas que sofrem desse mal.

Entre um alienado total, como a maioria dos jogadores de futebol, e o candidato a vice-presidente do filho de Juan Bordaberry, o responsável pelo golpe de Estado que fez o Uruguai entrar em uma ditadura militar em 1973, prefiro ainda os que não sabem o nome do presidente do Brasil. Seu mal para o mundo é grande, mas é bem menor do que o de um cara que, segundo a Zero Hora, “condena o passado guerrilheiro do favorito” na disputa à presidência uruguaia.

José Mujica, candidato da Frente Ampla e em primeiro lugar nas pesquisas, integrou a guerrilha dos Tupamaros, que combateu justamente a ditadura de Bordaberry, pai do candidato a presidente pelo Partido Colorado. Ditadura que matou, torturou, perseguiu, censurou, tal qual no Brasil. Os Tupamaros foram um importante movimento no contexto de resistência à repressão na América Latina. Um movimento guerrilheiro que, além da luta armada, à Robin Hood, roubava dos ricos para distribuir aos pobres.

Mais alguém acha um absurdo um ingresso pra um jogo de futebol custar 70 reais? Esse é o preço da arquibancada inferior (o mais barato) no jogo das Eliminatórias da Copa de 2010 do Brasil contra o Peru no Beira Rio, como todo mundo já deve saber. Futebol não era um troço popular, a alegria do povo e tal? Não devia ser, digamos, acessível?

Depois de mais uma vitória colorada em um Grenal, me animei a falar um pouco de futebol. Mas ok, confesso que não tem nada a ver com Inter e Grêmio e que fiz a menção só por orgulho mesmo. O caso é que descobri hoje em um blog sobre futebol um texto muito bom sobre o Quilmes, da Argentina, time de uma província grudada em Buenos Aires, de nome Quilmes, que é também o nome da cerveja mais popular do país. A situação é hipotética, mas bem que poderia acontecer, justamente por ser tão absurda.

Dá uma olhada AQUI.

Meu time é campeão de tudo, sacomé.

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“A África do Sul, por exemplo, tem vários atletas na natação, chegando às finais, e lá não tem nem piscina, eles treinam nos Estados Unidos.”

Não consegui pegar o nome do cara que disse isso, mas era um gordinho do SporTV que estava conversando com a Daiane dos Santos e a Jade Barbosa. Como é que um jornalista, um formador de opinião, diz tamanha bobagem? A África do Sul é um país grande, com uma posição importante, junto com Brasil e Índia, representando os países em desenvolvimento, e que vai abrigar a próxima Copa do Mundo. O cara cria um preconceito, incentiva um pensamento distorcido. É como se os Estados Unidos falassem isso do Brasil, por puro desconhecimento do que acontece fora de suas fronteiras, por preconceito contra países mais pobres. Isso nós acharíamos um absurdo. Mas aqui a situação é pior, porque nem há uma superioridade econômica tão gritante do país do repórter com relação à África do Sul, como seria o caso do exemplo americano em relação ao Brasil. E o cara vem e fala essa merda. Daqui a dois anos, ele provavelmente vai ser recebido muito bem no país africano, em um hotel com piscina, e vai fingir que acha tudo lindo e blá blá blá, blá blá blá.

E eu acordei pra ver a ginástica…

Minha última descoberta foi o tênis de mesa. Ou ping pong, como preferem os mais informais. Assistindo a um jogo das Olimpíadas, percebi como é emocionante. Quando coloquei no SporTV3, a partida já estava adiantada. Fiquei observando em silêncio. Eu, o narrador, os jogadores, a platéia. Ninguém falava nada. Quase um minuto ouvindo apenas o ploc ploc ploc ploc das bolinhas (imaginem o som em ritmo acelarado). O momento mais emocionante foi quando o atleta (pois é, eles chamam de atleta quem joga ping pong) errou ao raquetear a bolinha e ela voou alguns metros. É quase uma metáfora da vida, vocês percebem? É sempre a mesma coisa, de repente acontece uma coisa imprevisível, diferente… Tá, péssimo. Mas que ping pong é bom pra pensar na vida, isso é. Pelo menos se tem altos sonhos assistindo a uma partida, tamanha emoção. Se o quarto estiver escuro e a pessoa estiver deitada embaixo das cobertas, melhor ainda. Pena que é só de quatro em quatro anos, né?

Alguém por favor me explica o que foi a última pergunta do William Bonner. Detalhe que a Globo cortou no vídeo que foi pro site metade da resposta do judoca, quando ele explicou que não tinha problemas de peso. A entrevista foi ao vivo, ou seja, 7 da manhã em Pequim.

Justiça seja feita: no vôlei de praia, sem o Galvão do lado, a Leila comentou muito bem.

- A seleção feminina de vôlei de quadra jogou contra a Argélia essa madrugada. Foi um baile. Fica meio complicado avaliar o desempenho das brasileiras, porque o time da Argélia é muito ruim. A líbero Fabi cometeu alguns erros que, segundo o Tande, que comentava o jogo, ela nunca havia cometido. Tem que dar um desconto também: bola nova, mais leve, mais murcha, pra não correr tanto e permitir mais ralis. Período de adaptação. No segundo set elas relaxaram um pouco, porque o jogo estava fácil demais. Mas ainda assim, me permito o comentário de que o time brasileiro é muito bom. É alto (tem jogadora de 1,96m), rápido, forte e bem entrosado.

- Não entendo muito de vôlei, mas arrisco um palpite. Entrou no fim do jogo uma menina de 21 anos, a que tem 1,96m. Ela está estreando, é jogadora reserva, mas nas próximas Olimpíadas essa menina vai jogar muito. O nome dela é Thaisa.

- A Leila podia ser ótima jogadora, muito carismática e ter vários ingredientes que os meninos gostam, mas como comentarista ela é péssima. Ainda bem que o Tande estava junto.

- O Galvão ficou se gabando das imagens que a Globo geraria no vôlei de praia. Pela primeira vez, uma empresa brasileira foi escolhida para gerar imagens oficiais dos jogos. Ele falava o tempo todo que a gente não podia ver no vôlei de quadra os tira-teimas, se a bola tinha realmente ido fora ou dentro, etc. Um pouco de exagero, pensei de cara. Mas depois começou o jogo na areia, de Ricardo e Emanuel, e tenho que dar a mão à palmatória: a transmissão era nota 10, bem melhor que a do de quadra.

- Imaginem a grana envolvida a cada edição dos jogos. Não falo nem do que Pequim gastou, das contruções monumentais. Olha a quantidade de gente que a Globo mandou. São milhões de repórteres, bilhões de apresentadores, zilhões de comentaristas, mais toda a equipe que está por trás, operando as câmeras, produzindo e tal. Só em passagem pra Pequim já foi uma fortuna.

Fui só eu que achei essa cerimônia de abertura bem chatinha? Êita coisa parada!