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Não estou acusando ninguém e posso estar redondamente enganada – aliás, espero sinceramente que esteja mesmo -, mas essa quantidade nunca antes vista de incêndios em favelas me assusta e tem me deixado com uma pulga atrás da orelha.
Sei que as favelas estão crescendo e que muitas delas são constituídas de grande parte de material altamente inflamável, mas é no mínimo estranho essa incidência de incêndios. Eu nunca tinha ouvido falar de tantos, com tanta frequência, antes. Em uma pesquisa rápida na busca da Folha Online, utilizando os termos “incêndio favela”, encontrei menção a 14 incêndios em 2009 (11 de janeiro, 11 de fevereiro, 10 de março, 17 de abril, 01 de maio, 26 de junho, 16 e 30 de agosto, 09 e 11 de outubro, 02 e 23 de novembro e 05 e 19 de dezembro). Todos em São Paulo.
Repito, não quero fazer insinuações levianas, mas ou a imprensa começou a noticiar incêndios em favelas apenas recentemente ou eles não aconteciam tanto no passado próximo. E essa ocorrência tão grande me faz lembrar de pessoas, que não são poucas, que dizem que resolver o problema das favelas é simples, é só tacar fogo. Essa é uma visão fascista, de limpeza social, que me dá muito medo.
Realmente espero estar enganada.
A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que vai acontecer semana que vem em Brasília, é apenas uma das tantas que já ocorreram desde os anos 40. Teve conferência de saúde, meio ambiente, educação, mulher, juventude… Lendo Venício A. de Lima, em Diálogos da perplexidade, livro em coautoria com Bernardo Kucinski, percebi que essas conferências vão além de uma discussão setorial, que envolve toda a sociedade mas que propõe mudanças em uma área específica.
Mais do que isso, elas representam uma mobilização da sociedade civil, ainda que em setores. É uma forma de ação conjunta, impossível fora de uma democracia, mesmo que incompleta como a nossa. São mobilizações populares, que, evidentemente, não interessam à mídia. Por conta disso, não se fica sabendo dessas conferências pela grande imprensa. Já foram 13 de saúde, ignoradas todas.
“Trabalhadores se reúnem num ginásio em Brasíliam aos milhares, do país inteiro, durante toda uma semana, e a mídia não fala nada. Como se não tivesse existido. No entanto, era a sociedade que se organizava” (Venício A. de Lima). E, da mesma forma, vai-se ignorando a de comunicação.
Essa é pior ainda, porque atinge mais diretamente os interesses das oligarquias que comandam a comunicação no Brasil. Se as outras incomodavam por balançarem o status quo, por mostrarem o povo se organizando independente das elites, essa incomoda por isso e atrapalha diretamente, por questionar a concentração dos meios de comunicação.
Por isso, mesmo que pouco divulgada e sem grandes resultados práticos, como eu acho que vai ser, a Confecom é importante por incomodar, por cutucar, lembrar que existe quem fiscalize esses conglomerados. Por mobilizar mesmo, fazer as vozes que defendem uma comunicação democrática se encontrarem e ganharem força para as lutas futuras.
Que assim seja.
A classe média é medíocre. É também mesquinha. Falo naquela classe média que acha que é grande coisa, metida a novo rico. Não me refiro aos trabalhadores que lutam para permanecer nessa classe, mas daqueles que fazem o estereótipo médio-classista. Li na Carta Capital da semana passada uma matéria que me fez rir pela verdade que trazia através da ironia. Era sobre o estilo classe média, baseada em um blog, o The classe média way of life. Ainda vou postar uns trechos de uns textos deles aqui, mas quero agora apenas lembrar de uma matéria da Piauí que eu comentei uns tempos atrás, sobre a burguesia brasileira, sobre o ridículo.
Bom, aquela matéria era sobre gente que tem muito mais grana que a classe média descrita no blog, mas que compartilha do mesmo pensamento fechado, egoísta. Essa classe média é a que gosta de ostentar, de parecer que tem o que não pode comprar, de achar que é melhor do que os outros. Na verdade, essa classe média não é nada, é pequena e míope. Não pensa, não lê, não evolui. Pode até ganhar dinheiro, crescer na empresa, comprar apartamento novo em bairro bacana e ir na academia mais cara. Mas fica estagnada na vida, não cresce como indivíduo, não aprende nada, não enxerga as outras pessoas. Preocupa-se apenas em parecer.
Que vida é essa que vive de aparências?
Hoje venho só indicar um documentário que fala por si. O nome é Criança, a alma do negócio, com direção de Estela Renner. O tema é algo que me preocupa muito, pelas crianças que eu já conheço e nas quais eu reconheço esse comportamento e pela sociedade como um todo. Que futuro teremos diante do que esse vídeo mostra?
Para acessá-lo, é só entrar nesse site, do Instituto Alana, Projeto Criança e Consumo. Lá tem também várias opções pra baixar o arquivo do documentário. Vale a pena dedicar um tempinho a isso.
Ah, e um comentário extra a respeito… O documentário é também um excelente trabalho jornalístico. Vale olhar por esse viés também.
A América Latina passou de continente privilegiado pelo neoliberalismo, no século passado, para único continente que apresenta alternativas a ele.
Seguindo na contraposição entre direita e esquerda do último post, agora uma visão mais séria do tema. Quem dá o tom é Emir Sader, que vi falando em Porto Alegre semana passada sobre os caminhos da esquerda latino-americana. A frase que abre esse post é a ideia principal que ele defendeu na palestra, na qual se baseiam todos os outros argumentos.
Vale referir a retomada histórica que Emir Sader fez. A América Latina, segundo ele, foi devastada no século passado por um neoliberalismo muito agressivo, do qual só Cuba se salvou. De repente, o continente passa a ser o oposto. A esquerda latino-americana é como uma toupeira, que fica escondida muito tempo embaixo da terra e ressurge de repente. A eleição de Chávez foi a precursora da nova toupeira.
Nós ainda vivemos na ressaca do neoliberalismo, um regime que se esgota, porque não gera nada, nem bens nem empregos. Não foi feito para produzir, mas para acumular, baseado na especulação financeira. Só que ele é capaz de se reciclar e resistir se não forem propostas alternativas viáveis.
Apesar de haver dois modelos que norteiam a esquerda na América Latina, eles têm características em comum. Emir Sader diz que todos os países de esquerda privilegiam a integração regional – e não tratados de livre comércio com os Estados Unidos – e
desenvolvem políticas sociais, em maior ou menor intensidade e de formas diferentes.
A valorização do social é o diferencial. Bolívia, Equador e Venezuela são países pobres, mas que estabeleceram prioridade e deram conta. Eles acabaram com o analfabetismo. Cuba passa por uma situação econômica muito difícil, mas não fechou uma vaga sequer da faculdade de medicina, que continua sendo referência, não apenas de qualidade, mas de solidariedade.
“Educação não é mercadoria, é um direito da massa da população.”
Pessoa 1: O que tu fazes?
Pessoa 2: Sou administradora, recém formada.
Pessoa 1: Ah, que bacana. Onde fizeste o curso?
Pessoa 2: Em uma particular.
Pessoa 1: Qual?
Pessoa 2: Uma que está sendo bastante comentada pela imprensa.
Pessoa 1: Deve ser boa então. Qual é?
Pessoa 2: É uma que tem cursos a partir de R$ 199,00. Está ofertado no cabeçalho do site, tipo Casas Bahia.
Pessoa 1: Hmm…
Pessoa 2: Mas é muito boa, tem entre seus valores “Propiciar tratamento justo a todos, valorizando o trabalho em equipe, o alto grau de sinergia e integração, estimulando um excelente ambiente humano de trabalho”.
Pessoa 1: Tá, mas qual é o nome?
Pessoa 2: Na verdade eu preferia não falar o nome. Eu não sei o que significa, porque não diz nem no site. Mas o que importa é que eu paguei direitinho, daí me trataram bem. Ah, e eu nunca fui de saia curta, essa coisa imoral. Minha instituição preserva muito a moralidade.
Pessoa 1: Moral de cueca?
* A quem interessar possa, a situação acima é hipotética.
Uma das coisas mais interessantes no seminário Riqueza e Desigualdade na América Latina, que eu assisti essa semana, foi a perspectiva de que ele parte. Está no nome, mas demorei pra me dar conta. Na verdade, só percebi quando o coordenador, Antonio Cattani, disse com todas as letras.
Noventa por cento dos estudos sobre desigualdade são associados à pobreza. É preciso estudar também a ótica da riqueza. Pobreza e riqueza, segundo o sociólogo (seu currículo é realmente extenso e rico), estão interligadas. Uma existe por causa da outra. É tão óbvio, não? Só que a gente não vê.
A ideia corrente é de que a riqueza é boa. Ela é invejada, é a solução dos problemas. A pobreza, essa sim, é o problema. Essa é uma visão deslumbrada da riqueza. Na verdade já faz um tempo que eu insisto que é um absurdo existirem pessoas tão ricas e que o fato de elas existirem é que gera pessoas tão pobres – em muito mais quantidade. Mas o professor Cattani colocou essa questão de forma tão simples e clara…
4 mil pessoas têm renda mensal declarada de 120 mil reais
200 pessoas têm renda mensal declarada de 500 mil reais
138 pessoas têm renda mensal declarada de 27 milhões de reais
Nas palavras de Cattani: é uma mega sena por mês!
O poder, tido como a possibilidade de controlar o Congresso, a mídia, a cultura, a vida e a morte, ter impunidade, está nas mãos de muito poucos. O Brasil não é um país pobre, é uma potência. O fato de ter uma brecha social tão grande mostra que algo está errado. O que acontece é uma “apropriação privada do que é produzido socialmente”. A tese neoliberal de que, ao produzir riqueza, haveria um debordamento que beneficiaria os demais mostrou-se falha. Quem a desmistifica é Sonia Alvarez, também palestrante do seminário e citada por Cattani.
Em um resumo meu bastante grosseiro: para combater a desigualdade, para eliminar o problema da pobreza, é preciso combater a riqueza. Impedir essas grandes fortunas. Distribuir, em suma.
Embora a Zero Hora tenha ignorado, está acontecendo essa semana o seminário Riqueza e desigualdade na América Latina, como parte da programação da Feira do Livro. O fato da ZH ignorar já diz bastante, mas não vou falar agora sobre isso.
Hoje de manhã, palestrantes falaram sobre Argentina, Uruguai e Bolívia. À tarde, a questão do poder no continente. Quero focar em um aspecto levantado por uma palestrante da tarde. Denise Gros trabalha com Sociologia Política, entre outras coisas. Ela falou sobre neoliberalismo, deu uma retrospectiva histórica do ponto de vista ideológico, não do econômico. Particularmente, esse viés com que ela trabalhou me atrai mais.
A ideologia
As bases do pensamento são bem antigas; não vou aqui repetir tudo que ela disse porque não teria espaço, embora fosse interessante. De acordo com Denise, os valores neoliberais já se apossaram não apenas dos meios de comunicação (tema tratado pelo palestrante anterior), mas das formas de pensar e de agir da sociedade de um modo geral. Claro que não de uma forma compacta, já que a sociedade não é um bloco homogêneo, mas no sentido de que eles já estão sendo infundidos na educação, na formação dos cidadãos, desde o ensino básico até as universidades, muitas das quais tendo estudos financiados pelo Estado, ainda na década de 50.
Gestão privada das políticas sociais
Instituições neoliberais já consideram que o neoliberalismo não é mais um discurso, mas uma essência. Seus investimentos estão sendo dirigidos para o Terceiro Setor, para o financiamento de iniciativas sociais privadas, tal qual Junior Achievement e outros do gênero, de formação ideológica de crianças e jovens. A ideia não é acabar com as políticas sociais (como saúde, educação…), mas que os recursos que o Estado deveria destinar a elas sejam transferidos para que o setor privado o faça. Afinal, eles se consideram mais eficientes em termos de gestão. O problema é o tipo de gestão que se faria. Eficiente para quem? Afinal, a função do Estado é defender o bem comum (se ela é cumprida são outros 500). E a iniciativa privada, tem alguma responsabilidade com a sociedade?
A proposta das instituições neoliberais, na visão de Denise, é transformar o setor público pela racionalidade do setor privado. Elas questionam e desrespeitam tudo o que é público e têm como objetivo contruir um país em que tudo seja controlado pelo setor privado. O Estado existiria apenas para… Para o quê, mesmo?
Darwinismo social
Já na parte das perguntas, no fim da tarde, ela deu o exemplo do Projeto Pescar, criado pela iniciativa privada para fornecer formação para jovens carentes. Ótimo, eles estariam abandonados sem isso. Ela mesma foi enfática nesse ponto. Mas é importante observar que esse projeto forma para o mercado ao mesmo tempo em que impinge uma ideologia, a de que se consegue tudo com esforço pessoal. É também muito bom que se tenha esforço para conseguir as coisas, mas não é bem assim que funciona. Não é só esforço pessoal, tem o papel forte do espaço destinado a cada grupo na sociedade.
As condições de disputa no mercado de trabalho, as oportunidades, são desiguais. A ideologia de tirar o Estado do jogo e deixar que o mercado regule e selecione os mais “esforçados” é darwinismo social.
No momento em que as leis de mercado se tornam dominantes, anulam-se as conquistas trabalhistas históricas, como jornada de 8 horas, carteira de trabalho, férias, essas coisas todas. Denise citou Friedrich Hayek, um dos principais pensadores do neoliberalismo, que afirmou que o indivíduo é soberano e é desigual ao seu outro. Para Hayek, a desigualdade gera a competitividade, que favoreceria o crescimento da sociedade. Muito saudável, não? Justifica a desigualdade. Impõe, também, o darwinismo.
Caducidade
Ainda bem que a fase atual já está sendo definida como pós-neoliberalismo. Inclusive pela palestrante de hoje de manhã Fernanda Wanderley, que falou sobre a Bolívia.
Sábado ao meio-dia, supermercado Nacional da José de Alencar, em Porto Alegre. A atendente do caixa, muito simpática, conversa sobre comida. Conta da infecção intestinal que teve por conta da comida que a empresa serve de almoço para os funcionários. Que o frango tem que ser partido ao meio antes de ser provado porque geralmente está cru. Risco de salmonela.
O almoço é sempre tarde, ela não consegue se liberar cedo para ingerir a gororoba disponibilizada. Ela não come, empurra. Afinal de contas, comer é prazer, que essa comida não dá.
Ela trabalha todos os fins de semana, sem exceção. Sábado e domingo. Oito horas por dia. Geralmente não consegue sair do supermercado na hora que consta no contrato. O salário é menor do que o número de horas de trabalho. Se trabalha no domingo, tem uma folga na semana. Senão, tem que emendar.
Legislação trabalhista? Se fosse um minimercado, poderia fechar por conta da indenização a pagar aos funcionários nesses casos. Em um estabelecimento multinacional, as leis de mercado fazem com que o lucro seja maior explorando mão-de-obra, mesmo que depois ele tenha que bancar a conta dos processos que alguns funcionários devem abrir. Por que a norte-americana Wal Mart, dona da bandeira Nacional, se preocuparia com uma funcionária? São 70 mil os explorados da rede só no Brasil, em 355 lojas. Faturamento de R$ 17 bilhões em 2008. Realmente, um processo trabalhista de R$ 10 mil, R$ 20 mil, não faz nem cócegas.
As informações sobre a Wal Mart não foram recolhidas de nenhum site de denúncia. Foram tiradas da página da própria Wal Mart. Eles acham que é motivo de orgulho, não de vergonha.
O salário da funcionária eu não tive cara de perguntar. Mas com certeza está abaixo do nível de dignidade que essa exploração toda exigiria – se é que algum valor cobriria essa exploração.
Aumenta-se a tecnologia e, em vez de aumentar o tempo de lazer das pessoas e melhorar as condições de vida – afinal, diminui o trabalho, dá pra explorar menos -, aumenta o desemprego, porque a exploração continua. Faz sentido?
Ok, o Dia das Crianças já passou, mas tive acesso a esse artigo do Frei Betto hoje que me levou a uma reflexão. O que diabos essa sociedade de consumo está fazendo com as crianças? E, como consequência, com a gente, com a própria sociedade? Onde vamos parar?
Crianças pequenas só sabem pedir pros pais comprarem coisas. Quando voltam de viagem, a alegria não é por vê-los, mas por ver os presentes que trouxeram. É mais comum ver uma criança de 2, 3 anos pedir pra ir no shopping do que no parque. Quando não pode ter tudo que quer (e quer porque a TV diz pra querer, as ruas dizem pra querer, todo mundo diz), se frustra. Quando pode, ou vai se frustrar no dia que não puder mais (e daí vai ser ainda pior), ou vai ficar uma pessoa autoritária, egoísta, que se acha superior porque tem, não importa o quê.
Fora a adultização, que suprime a infância. Não só rouba das crianças os melhores e paradoxalmente (porque crianças estão sempre sendo cuidadas pelos pais) mais livres anos da vida, como traz distúrbios que vão lhe acompanhar sabe-se lá por quanto tempo.

A inversão de valores é o que mais preocupa, porque atinge toda a sociedade e porque não faz sentido. Por mais que eu também queira coisas – e quero muitas, e também gosto de comprar, também vivo nessa sociedade de consumo -, não consigo entender tudo isso. Não dá pra explicar por que uma roupa cara vale mais do que um carinho. Ou até mesmo por que uma roupa cara vale mais do que uma barata, mesmo que sejam da mesma qualidade, apenas por terem uma etiqueta diferente. Ou por que uma criança tem direito a roupas caras e outra não tem direito a comidas baratas. É, não dá pra entender essa sociedade de consumo…

do século XXI como objetivo, mas ainda são sistemas capitalistas. Só que apresentam a tendência a um papel cada vez mais predominante do Estado.
Em última análise, em visão histórica grosseira de quem não está apta a fazê-lo, pode-se dizer que a queda do muro de Berlim incentivou a adoção do neoliberalismo como sistema econômico e político. Não apenas a vitória do capitalismo sobre o socialismo, mas do neoliberalismo. Derrubar a barreira entre as duas Alemanhas foi um pouco internacionalizar o país, globalizar, diminuir o papel do Estado.
Não vou ao ponto de Hobsbawm – e quem sou eu perto dele? – de contestar tão enfaticamente os benefícios da queda do muro e do fim da Guerra Fria. Mas concordo completamente que o sistema que se originou a partir de então foi o responsável por perpetuar e agudizar a desigualdade. Não mais entre Leste e Oeste, mas entre “Centro” e “periferia”, entre “Norte” e “Sul”, “desenvolvidos” e “subdesenvolvidos”. E acima de tudo, uma desigualdade que o sistema impõe dentro de cada sociedade, entre classes.
O Fórum Social Mundial de 2010 vai acontecer na Grande Porto Alegre. Quando eu fiquei sabendo, faz um tempo já, fiquei muito feliz. Era uma oportunidade de ter de volta a vida dos fóruns anteriores que aconteceram aqui. Aquilo movimentou a cidade de um jeito incrível.
Um documentário chamado Los venezolanos - Sus protagonistas, exibido no programa
Imaginei que se tratava de constituir família, viajar… Ele queria unir a Venezuela e dar de comer a tantas crianças pobres que existem na Venezuela.
