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Algumas considerações sobre a coletiva de imprensa de Yeda

22 outubro, 2009

A governadora do RS insiste em que não tem uma prova contra ela. E as compras da Tok & Stok?

E como é que ela tem cara de pau de culpar a imprensa pela crise?

“Sofri muitas vezes em silêncio”. Não precisa de comentários. Façamos nós silêncio agora por pena dessa senhora tão digna.

Ela diz que evitou a imprensa durante a crise. Bacana isso para o eleitor, né? Seu governante não quer que ele saiba o que está acontecendo.

“Meu objetivo é o de que possamos viver em harmonia”. Em uma casa bonita, com móveis novos, é fácil ter harmonia. Quero ver manter relações harmônicas em escolas de lata.

A culpa da crise, segundo Yeda, é do vice-governador. Quer dizer… Ela diz que a culpa é dela, na verdade, por ter aceitado o vice, mas que esse erro – o primeiro cometido por ela – seria o principal motivo da crise. Ela seria uma vítima, talvez?

O segundo erro foi “ter comprado a minha casa logo depois da eleição”. Foi apenas um problema de data errada, só isso. “A casa custou, sim, 750 mil reais. Para muitos, um dinheiro que eles nunca vão ver na vida.” Mesmo que a compra tenha sido legal, que esteja tudo bonitinho, que o dinheiro público não tenha sido usado, como é que ela tem coragem de dizer esse tipo de coisa? Eu teria vergonha de uma frase dessas, de esbanjar e principalmente de esnobar. Porque foi extremamente arrogante e elitista, indigno de uma chefe de Estado.

“A casa própria é o sonho de todo brasileiro. Sou uma brasileira, era meu sonho.” O sonho da Yeda custa 750 mil reais. O da maioria da população – os que conseguem realizá-lo – custa, sei lá, uns 50 mil, se tanto. E parcelado. Lembrando a vida inteira, sempre que chega a cobrança todo mês, de como custou realizar o sonho.

“Eu acredito que cada governante que me antecedeu fez o melhor que pode.” Eu não tenho tanta certeza assim, mas de qualquer forma o importante aqui é perguntar: fez o melhor pra quem?

Os móveis comprados, de acordo com a cara de pau de Yeda, foi para “vestir as casas” para dar “um local de trabalho digno aos brigadianos que cuidam da minha segurança”. É tudo uma questão de gestão, entende? Puro altruísmo! Afinal, “o Palácio Piratini não apresenta condições para moradia”. Eu gostaria que Yeda fizesse uma visita a residências pobres dos seus eleitores que não têm emprego ou dos seus funcionários que ganham muito pouco. Ou escolas de lata, de repente. Talvez mudassem seus conceitos sobre “condições de moradia”. Ou não, sei lá, não confio muito na sensibilidade dessa figura.

O áudio foi tirado do site do Correio do Povo.

respiracao

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One Comment leave one →
  1. claudia cardoso permalink
    22 outubro, 2009 22:27

    Delicada como uma patada de elefante!!!!!!!!!!!
    Que vergonha!!!!!!!!!!!

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