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Diálogo de taxista

21 novembro, 2009

Getúlio Vargas, Porto Alegre, avenida estreita. O táxi vai ultrapassando todos os carros, ora pela direita, ora pela esquerda, como convier (deve ter tomado umas aulas com o PMDB). Um Siena prata anda pela esquerda. O taxista nem pensa, vai pegando a direita, o mais rápido possível, mas o Siena também vai pra direita. Tentando ser simpática, a passageira – no caso, eu – comenta, em tom de brincadeira:

– Acho que o negócio dele é não te deixar passar.

No que ouve a resposta:

– Ah, mas não tem pra ele. Se ele não me deixa passar, eu chego do lado, encosto nele, que ele pula pro cordão da calçada.

Medo.

——

E uma raivinha contida: é esse fdp que eu quero matar (no sentido figurado, viu, que fique bem claro) quando eu estou dirigindo.

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2 Comentários leave one →
  1. Natália Pianegonda permalink
    21 novembro, 2009 21:09

    Entendo e quase compartilho por completo, contigo, desse sentimento. As pessoas em Porto Alegre, fora algumas exceções, só podem ter comprado a CNH, pq não tem outra explicação.

  2. natusch permalink
    22 novembro, 2009 15:40

    Taxistas são uma espécie fascinante. Não que seja segura a aproximação deles, especialmente em seu habitat natural; mas são fascinantes, mesmo assim. E sabem de tudo. Não entendem quase nada do que sabem, às vezes, mas sabem de tudo. E nada disso é ironia =P

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