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Politicagem gaúcha

26 novembro, 2009

Ok, tudo mudou desde que eu comecei a escrever esse post até agora. Tinha lido sobre isso não faz muito tempo, mas agora o Rigotto me boicotou e não vale mais o que eu dizia. Quer dizer, em parte ainda vale. A politicagem continua, com a diferença de que agora Rigotto está fora da disputa (medo de perder e afundar sua carreira política?). Vou manter quase igual o que eu tinha escrito, onde explico melhor o que estou querendo dizer. Lá vai:

——

O PMDB gaúcho lembra um pouco o PSDB nacional, nessa indecisão pelos seus candidatos nas próximas eleições. Apesar disso, a situação do PMDB no estado não é tão delicada. Enquanto o Serra vai se encalacrando ao deixar o tempo passar e não fazer nada, Fogaça não perde tanto caso não saia candidato.

O PDT aparece como fator importante na decisão do partido. Também em cima do muro, sem saber se vai com PT ou PMDB. No caso de Fogaça se candidatar (agora aparentemente decidido), o mais óbvio seria o apoio ao atual prefeito, não apenas pelas alianças já construídas na prefeitura, mas porque o vice-prefeito, José Fortunatti, do PDT (ex-PT), herdaria o cargo. Com a indicação de Rigotto ao governo do estado (descartada hoje à tarde), nada garante que os trabalhistas não retomem a velha aliança com o PT.

Como se vê nessa mistura de letras dos partidos que compõem o que vai ser o principal foco do jogo político no RS, a coisa aqui passa longe da ideologia. O Rio Grande do Sul vai perdendo a intensidade da polarização que o caracteriza. O PT e o PMDB já não são mais tão inimigos, as conversas vão sendo ditas nas entrelinhas, não se fala mais abertamente que não se concorda com fulano ou sicrano. Vai ficando tudo muito nebuloso e parecido.

Na matéria da Zero Hora sobre o assunto, na edição de hoje, dia 26, o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan, diz: “Rigotto é menos competitivo do que Fogaça. Nesse caso, há bem menos chances de nos aliarmos ao PMDB. Não é nada pessoal, mas é uma questão política”. Ou seja, pouco importa que Rigotto (ou Fogaça) esteja de um lado da corda e que Tarso esteja do outro, representando visões opostas (ou nem tanto). O PDT vai junto de quem puxar mais forte.

E Fortunatti ainda tem a cara de pau de dizer: “Tenho uma visão ética da política”. Deve ter errado o termo, apenas. Em vez de política, quis dizer politicagem. Ah bom.

Enquanto isso…

No PSDB consolida-se a candidatura da governadora Yeda Crusius à reeleição. Com sua reputação praticamente ilibada (cof cof), pode-se dizer que assim vamos bem, hein…

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