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Comentarista da RBS faz defesa contundente da ditadura

1 dezembro, 2009

Luiz Carlos Prates, da RBS TV de Florianópolis, faz uma defesa desabrida e contundente da ditadura militar. Ele não apenas acha que houve mais progresso nos anos de chumbo. Ele afirma categoricamente que naquela época se tinha liberdade, porque ele podia andar nas ruas sem medo de noite. Nega a perseguição política e ideológica quando diz que ninguém era proibido de estudar, de comprar livros, de ir e vir. Nega, com essa afirmação, que pessoas foram mortas, torturadas. Quando estavam na cadeia, podiam ir e vir? Quando foram expulsos do Brasil, tinham a liberdade de andar pelo país?

Alguém tem que ensinar para esse cidadão que o fato de não ter acontecido com ele não quer dizer que não aconteceu com outros. Quando se persegue alguém por pensar diferente, não há liberdade. Não termos hoje a sociedade dos sonhos nem uma democracia perfeita não significa que uma ditadura seja melhor. Muito pelo contrário. Precisamos é unir forças para construir juntos uma democracia de verdade.

Se não fosse tão assustador e tão grave, seria engraçado um comentarista da empresa que detém o monopólio das comunicações no sul do Brasil falar em liberdade. A RBS é a prova de que hoje não temos liberdade de imprensa, só de empresa, de que há censura econômica. Mas isso não nega a existência da censura política explícita existente nos anos de chumbo.

Como cidadã brasileira e como filha de exilado político, sinto-me ofendida por essa apologia da ditadura.

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4 Comentários leave one →
  1. évelin permalink
    1 dezembro, 2009 16:47

    Jesus! Eu realmente estou assustada com esse “cidadão” livre nas ruas.

  2. 1 dezembro, 2009 21:05

    Houve um avanço. No regime militar, os cachorros da ditadura só latiam. Agora na democracia eles aprenderam a falar.

  3. Luís Felipe permalink
    2 dezembro, 2009 00:00

    eu só li o nome “Luiz Carlos Prates”.

    eu acompanhei por anos a coluna dele no Diário Catarinense. Folclórico. Mendelski inescrupuloso. Terá certamente o mesmo fim.

  4. 2 dezembro, 2009 09:44

    O boçal é tão reacionário, mas tão reacionário, que além de defender a ditadura, também é contra as pessoas andarem de bermuda nas ruas. Se isso já soaria absurdo em Porto Alegre, imagina em Florianópolis…

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