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TVE e FM Cultura correm risco de extinção

10 dezembro, 2009

Não é de hoje que a TVE e a FM Cultura estão abandonadas. Houve muita oscilação nos investimentos dedicados a elas pelo governo do estado, atingindo seu ápice durante o governo Olívio, do PT, e seu ponto mais baixo, quase pífio, durante o atual governo, de Yeda Crusius, do PSDB. Faltam equipamentos, profissionais, tudo, até papel higiênico. Os salários são absurdamente baixos.

As informações acima me foram dadas por funcionários da empresa, que eu não vou citar para não comprometê-los, mas sei que são verdadeiros.

Além disso, a TVE, canal de televisão estatal, serve de plataforma de divulgação do governo, seja ele qual for. Esse ano, entrevistas realizadas com a governadora eram nitidamente forçadas. Há censura da programação. Nada de ruim relativo ao governo pode ir ao ar.

Mas ainda era um canal que permitia uma certa dose de programação diferenciada, que foge de interesses econômicos presentes nos grandes conglomerados de mídia no Brasil e em especial no RS. Tudo bem que não dá pra elogiar a cobertura política, mas há bons programas de cultura, por exemplo.

Ou havia, no que depender do governo. O prédio onde funcionam a TVE e a FM Cultura, no Morro Santa Tereza, em Porto Alegre, pertence ao INSS, que decidiu vendê-lo e o ofereceu primeiramente ao governo do estado. Com diversos prédios ociosos, ele poderia negociar uma permuta ou mesmo comprar o espaço, para garantir a permanência da TV e da rádio. O governo simplesmente não se interessou. Afirmou exatamente isso, que não tinha interesse. Faz 28 anos que a Fundação Cultural Piratini ocupa o prédio.

Dessa forma, a TVE e a FM Cultura têm agora prazo até 31 de março para deixar o prédio, o que é inviável, segundo o blog do Movimento SOS TVE/FM Cultura. Diante do desinteresse e do nível de sucateamento que já vem acontecendo, os funcionários da entidade, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais e o Sindicato dos Radialistas acreditam que a TV e a rádio devem parar de funcionar, conforme informaram em manifesto no mesmo blog.

Ontem, a Coletiva.net publicou a notícia do interesse da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no prédio, o que teria suspendido a ação que o levaria a leilão. Os funcionários afirmaram não ter sido recebidos pelo presidente da Fundação Cultural Piratini, Ricardo Azeredo, para discutir o caso e saber o que aconteceria com os funcionários. Azeredo diz não ter sido procurado.

Na próxima segunda-feira, dia 14, às 10h, será realizada uma reunião na Câmara de Vereadores solicitada pelo Sindicato dos Jornalistas e Radialistas. Enquanto isso, a alternativa que resta é assinar o abaixo assinado contra a extinção da TVE e da FM Cultura.

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